Dá- lhe SEVERINO
Pois é, companheiros ator-mentados, não é uma piada?
O terceiro homem do poder é papai Noel, em pleno mês de março dá presente caro para aos seus deputados. São mais de(pasmem) R$ 8 milhões para melhor conforto destes que se dizem representantes do povo.
Agora vamos por etapas:
- Incêndios em ônibus em São Paulo por causa de um aumento de R$0,30 por passagem que os perueiros reivindicam.
- Rebelião no cadeião de Pinheiros, os presos ainda não reivindicaram nada, mas o presídio esta com super população.
- Na semana passada quase todas as Febens estavam com problemas de rebelião. Talvez armação dos funcionários, talvez por insatisfação dos educando ou o que é mais provável pela negligência do Estado.
- Sem contar os problemas de grilagem, corrupção, fome, filas intermináveis do INSS, impostos absurdos, falta de condições humanas aqui em São Paulo e por este Brasil a fora.
- A miséria que vive a Saúde, a Educação e a Cultura.
Severino veio do nordeste, já esta com uma idade avançada, digamos quase senil, será que não passa pela cabeça desse infeliz que o presente que ele esta dando a esta corja, é dinheiro público, dinheiro daqueles que vão para as filas de madruga e ficam horas intermináveis, muitas vezes sem ter o que comer e quando chagam ao guichê isso por volta das duas horas da tarde recebem um “NÃO TEM DINHEIRO, VOLTA AMANHÃ. Vangloriar-se do podre é fácil, difícil “véio”, é ser HONESTO e CUMPRIR COM DIGNIDADE SEU PAPEL NA SOCIEDADE. É fazer valer a confiança que depositaram em si. É dormir tranqüilo, sabendo que o que se fez foi para o bem do povo, e não de oportunista, chupins que ainda insistem em mamar na teta do Estado.
- Severino. Vai tomar no CÚ.
É isso aí.
Escrito por Eduardo Chagas
Escrito por Teatro X às 13h02
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MANIFESTO PELA LEI DE FOMENTO
A suspensão do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo anunciada pela atual Secretaria de Cultura não é só um ato de regressão autoritária, mas um símbolo da miséria das políticas culturais no país. Vem reforçar a imagem da Cultura como desperdício, como desnecessidade, direito exclusivo dos que podem por ela pagar.
À procura de um formalismo jurídico sobre a dotação orçamentária e sem nenhum amparo no debate público, a suspensão descabida da Lei de Fomento revoga uma decisão unânime do Legislativo, sancionada pelo Executivo, e desmonta uma conquista histórica do teatro paulistano. Aceita as ordens esterilizantes da razão financeira e fecha os olhos a um dos raros florescimentos artísticos de nossa época.
Em sua breve existência, a Lei de Fomento é um exemplo único de ação do Estado no campo da cultura. É direta, sem qualquer dirigismo: delega aos coletivos de trabalho a liberdade e a autonomia da formulação poética, É descentralizadora mas nunca populista: estimula a ampla circulação da qualidade. É transparente e tem foco nítido: seu critério de valor é a pesquisa coletiva de quem se dispõe ao diálogo entre arte e sociedade.
Na comparação com outras leis para o setor - como as de incentivo através da renúncia fiscal - a verba destinada ao Programa de Fomento ao Teatro é muito pequena. No entanto é ela que garante a liberdade e a autonomia dos artistas, não a dos patrocinadores. É ela que beneficia a formação de espectadores, não de consumidores. É ela que expressa interesses sociais, avaliados e cobrados pelo Poder Público, numa inversão total do privatismo empresarial que impera no uso das verbas públicas.
Filha do movimento de grupos teatrais de São Paulo - corporificado nos anos 70 e retomado nos anos 90 - a Lei de Fomento entende a Cultura como um processo de longa duração, não como somatória de produtos eventuais. Não é por acaso que se tornou um modelo para todo o Brasil. Não é por acaso que as outras categorias artísticas, motivadas por seu exemplo, têm procurado superar a fragmentação e a competitividade impostas pelo mundo do trabalho precarizado para reinvindicar a mesma atenção pública.
As acusações feitas à Lei de Fomento resultam da ignorância quanto a seu funcionamento ou da sujeição completa à mercantilização da vida. As suspeitas quanto à sua honestidade resultam da incapacidade em compreender a ação do Estado fora dos mecanismos do compadrismo, do estrelismo e do mando autoritário.
Contra o predomínio das abstrações financeiras, contra o esvaziamento do debate político da Cultura e contra as descontinuidades eleitoreiras e seu princípio perverso da tabula rasa, o movimento dos grupos teatrais de São Paulo vem a público exigir:
que a Lei de Fomento seja imediatamente aplicada e ampliada;
que seu exemplo leve à criação de novos programas públicos de Cultura nas esferas municipal, estadual e federal;
que o Estado assumas suas responsabilidades.
A Arte, entre outras tarefas, está aqui para nos lembrar que nosso tempo e nossa vida são agora
Escrito por Teatro X às 11h55
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